OS 250 ANOS DE BEETHOVEN

Em todas as partes do mundo, orquestras e outras instituições culturais, preparam-se para celebrar, depois do controle da COVID – 19 um dos mais importantes nomes da produção artística de todos os tempos
Ludwig van Beethoven


Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

O ano de 2020 comemora-se o 250° aniversário do nascimento de Ludwig van Beethoven (1770 – 1827), mas afetada pela COVID – 19, a humanidade está confinada em suas casas e as salas de espetáculo fechadas e em silêncio.

Como homenagear a obra de um compositor sem música ao vivo? O ano que prometia inúmeros concertos pelo mundo está à espera de dias melhores para as comemorações dos 250 anos de Beethoven e a retorno da música de concerto ao vivo.

Considerado um dos pilares da música ocidental, Beethoven é, sem dúvida, o Pop Star dos compositores chamados “eruditos”. Suas obras são mais executadas do que as de qualquer outro músico clássico. Suas Sinfonias e Sonatas estão no ouvido das pessoas que nem sabem que o admiram.

O compositor alemão tinha um gênio difícil, gradativamente agravado pela perda da audição. Ludwig morreu completamente surdo, apesar disto, ajudou a criar o mito do “artista como herói” e é considerado um patrimônio de toda a humanidade.

Beethoven foi um dos primeiros compositores da história a buscar independência, tanto das regras composicionais como enquanto indivíduo criativo. Em cada forma musical em que ele atuou, conseguiu não somente solidificar as tradições do passado, como propor transformações estruturais e semânticas que influenciaram as gerações posteriores em todos os níveis estéticos.

“O resumo de sua obra é a liberdade – a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspectos da vida”.

Paul Bekker(1882-1937)

Sim, Beethoven via na música a expressão maior da liberdade! Ele foi mesmo gigante! Em todas as partes do mundo, orquestras e outras instituições culturais, preparam-se para celebrar, depois do controle da COVID – 19, um dos mais importantes nomes da produção artística de todos os tempos.

O título da Terceira Sinfonia tem uma história interessante: foi primeiramente dedicada a Napoleão Bonaparte (1769 – 1821). A simpatia de Beethoven pelos princípios humanitários da Revolução Francesa era profunda, e o compositor via então em Bonaparte o verdadeiro representante desses ideais. Quando Napoleão se autoproclamou imperador, Beethoven, decepcionado e enfurecido, rasurou a dedicatória substituindo por Sinfonia Heroica.



Coroação de Napoleão Bonaparte, 1807
Jacques Louis David
10m X 6m
Museu do Louvre, Paris
 

Observe o uso de maciços blocos sonoros, realizados através da separação dos timbres, muito comum na obra de Beethoven.

A terceira Sinfonia possui quatro movimentos – 1. Allegro con brio;  2. Marcia funebre: Adagio assai; 3. Scherzo (Allegro); 4. Finale: Allegro molto – Poco andante – Presto. Encontramos a desesperança expressa na Marcha Fúnebre do segundo movimento e o otimismo contagiante de seu Finale.

 Fiquemos com o otimismo de dias melhores do movimento final de Beethoven.

Boa audição!

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