Elis e a história da música no Brasil

No mês das mulheres, conheça mais sobre uma das mais importantes cantoras e intérpretes que o País já presenciou
Com personalidade e coragem, Elis Regina foi a primeira a inscrever a própria voz como um instrumento

Homenageando as mulheres no mês de março, a escolha da semana é uma personalidade que passou como um furacão pela música popular brasileira, Elis Regina Carvalho Costa (1945 –1982). Se viva fosse, teria completado 75 anos em 17 de março.

Com muita personalidade e coragem, Elis foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como um instrumento na Ordem dos Músicos do Brasil. Sua presença de palco e qualidade da voz, aliadas a esta força interior, fizeram com que Elis Regina entrasse na história da música brasileira como uma das mais importantes cantoras e intérpretes que o Brasil já presenciou.

Inicialmente influenciada pelos cantores do rádio e descolada da Bossa Nova, Elis Regina foi a primeira grande artista a surgir dos festivais de música na década de 1960. Participou do I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior, em 1965 com duas músicas.

Embora tenha ganhado o festival com Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), dizia que sua favorita era Por um amor maior (Francis Hime e Rui Guerra). Consagrada como a grande revelação do evento, recebeu o convite para atuar na televisão no Programa O Fino da Bossa ao lado de Jair Rodrigues.

Elis cantou muitos gêneros, não tinha nenhum medo de mudar o rumo. Da MPB, passou pela afamada bossa nova, enveredou no samba visitou o rock e o jazz. Imortalizou canções como Madalena, Águas de Março, Atrás da Porta, Como Nossos Pais, O Bêbado e o Equilibrista, Querelas do Brasil e tantas outras.

Difícil mesmo tornou-se interpretar uma canção já gravada por ela. Alguns compositores ficavam receosos de gravar suas próprias canções após Elis as ter interpretado, tão forte era a marca de seu registro. Após ouvi-la cantando Se eu quiser falar com Deus, Gilberto Gil se perguntou: “Como é que eu vou cantar essa música agora?”.

Com Tom Jobim e Chico Buarque, a artista teve histórias curiosas. Foi reprovada por Tom e Vinicius de Moraes, em 1964, durante as audições para o disco Pobre Menina Rica. Tom Jobim a achava muito provinciana. Dez anos depois, gravaram juntos o disco Elis & Tom, histórico registro da MPB.

Com Chico Buarque, a música Atrás da porta, gravada por Elis em 1972, ainda não estava finalizada e era apenas um rascunho quando foi ouvida por Roberto Menescal, seu produtor. Ela gravou apenas a parte inicial da letra, fazendo vocalises durante o resto da canção. O registro foi enviado a Chico, que a finalizou no mesmo momento.

Sempre destemida, ao longo de toda sua carreira, destacou-se por cantar também músicas de artistas ainda pouco conhecidos à época, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Belchior, Renato Teixeira, Aldir Balnc e João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro.

Ouviremos Maria, Maria, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant. A canção fala sobre a força e a beleza das mulheres. Observe a voz inconfundível de Elis Regina e sua concepção cênica em relação ao conteúdo da letra.

Boa audição!

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