UM AMOR PARA TODA VIDA

 “Ele me sorriu e com grande esforço me enlaçou em seus braços. Eu não trocaria esse abraço por todos os tesouros do mundo”

Clara Wieck (1819 – 1896) e Robert Schumann (1810 – 1856) 

Vamos falar de amor? Reclusos devido à pandemia, talvez isto se torne urgente. Um dos meus casais preferidos da história da música é Robert e Clara Schumann.

Robert e Clara viveram uma verdadeira história de amor. O jovem Robert Schumann (1810 – 1856), recém-formado em Direito, resolve estudar música. Viaja para Leipzig e procura o mais renomado professor de música da Alemanha, o Sr. Frederich  Wieck (1785 – 1873), pai da pianista, Clara Wieck (1819 – 1896).


Clara Wieck

Quando conheceu a filha do professor, Clara era uma criança.  Com o passar dos anos Clara e Robert se se descobrem apaixonados.  Robert revela o amor do casal ao professor Wieck. O professor de música, que, até então, o tratava como filho,  torna-se inimigo mortal de Schumann. Clara e Robert começam a viver um grande e proibido amor. Para separá-los Clara é mandada pelo pai numa turnê de concertos pela Europa; os jovens são proibidos de se encontrar ou se corresponder; Wieck acusa Schumann de alcoolismo, difama-o, acusa-o de várias maneiras, sob os mais variados pretextos. Após vários desencontros amorosos, Clara ao completar 21 anos, torna-se legalmente maior e eles enfim, conseguem se casar.

Filhos de Clara e Robert

Sempre rodeados de amigos, Robert e Clara mantinham uma convivência repleta de amor e música. Com o nascimento do primeiro filho, (tiveram oito) reconciliam-se com o pai de Clara, e a vida parece assumir contornos de uma existência normal. Clara e Robert pareciam um casal feliz.

Mas nem tudo vai bem. Infelizmente a linda história de amor vem recheada de sofrimento.  Schumann não alcança a fama logo de imediato. Começam as crises de melancolia acompanhadas de alucinações, depressão e pouco poder de concentração.  Como compositor, Schumann, ainda está no auge de sua capacidade, mas sua mente declina condenando-o à loucura. Robert Schumann atira-se ao Reno. Salvo, é internado em um sanatório para loucos e é proibido de encontrar a amada esposa.

Robert e Clara Schumann

Para Clara, Schumann envia cartas que testemunham o seu amor até o fim:

 “Oh! se eu pudesse te rever, falar-te mais uma vez”.

Chamada às pressas, Clara testemunha últimos momentos de consciência de Robert:

“Ele me sorriu e com grande esforço me enlaçou em seus braços. Eu não trocaria esse abraço por todos os tesouros do mundo”

Robert Schumann morre, aos 46 anos. Depois da morte de Robert, Clara empenha- se em divulgar a obra de seu grande amor.

Schumann dedicou a maior parte de suas obras ao piano. Reveri ou Traumerie. integra As Cenas Infantis opus 15, um conjunto de 13 pequenas peças para piano que demonstram a criatividade poética e musical de Schumann. Ele trabalhou nesse projeto durante a primavera de 1838, durante a ausência de sua amada Clara, a qual participava de uma turnê.  O compositor procurou, em Cenas Infantis, exprimir as reminiscências que um adulto tem da infância.

Escute Traumerie interpretada pelo pianista argentina Martha Argerich  (1941).

Observe com atenção! Poucos artistas encarnaram tão bem os ideais do romantismo melancólico como Robert Schumann. Em Traumerie fica evidente o pessimismo profundo e os grandes dramas que viveu.

Boa audição!

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